As Mil Partes do Meu Coração [Resenha]

Eu não sei dizer se eu gostei ou não de ler As Mil Partes do Meu Coração. Quando comecei a leitura, imaginei que o livro fosse uma coisa, mas quando vi, era algo completamente diferente.  Este foi o primeiro livro da Colleen Hoover que li, e até então não conhecia nada da escrita da autora.

Acreditava que haveria romance e que a leitura fosse mais leve. Entretanto, As Mil Partes do Meu Coração trata de temas mais pesados. Neste aqui Colleen Hoover tratou sobre a depressão. Contudo, acredito, que o tema foi explorado de uma forma bastante rasa.

Diferente de Jhon Green em Tartarugas até lá Embaixo, eu não senti muita convicção da Colleen Hoover ao falar sobre a depressão. Isso porque eu achei que foi muito raso e muito fácil resolver os problemas. No livro de Green, a história foi completamente diferente. Asa Holmes tem ansiedade, e lá a gente consegue perceber que não é fácil lidar com esta situação. E mesmo que ela queira, é difícil era sair daquela espiral de pensamentos. Ela precisa da ajuda de tudo e de todos para superar estas questões.

Mas aqui em As Mil Partes do Meu Coração não tem muita veracidade. Isso porque ficou tudo muito raso. A autora quis abordar vários assuntos em um único livro e eu acho que faltou alguma coisa.


Mas, a leitura foi válida para eu conhecer a escrita da Colleen Hoover e saber o que ela tem a dizer.

Eu já ter adiantado que o livro trata sobre depressão em nada vai afetar a sua leitura, porque há vários outros tópicos tratados nele. A gente é apresentado à nossa personagem principal, que é a Merit, que vive numa casa bastante diferente, junto com a família. Ela mora numa igreja que foi adaptada para virar um lar junto aos irmãos, a mãe, o pai e a madrasta.

E o que dá para perceber logo no começo da narrativa é que a Merit se sente bastante deslocada do restante da família dela. Mas isso é a visão da Merit.

Ela acaba sendo tão negativa neste início da narrativa que essa leitura foi bastante difícil de engrenar. Ela não tenta buscar soluções para interagir melhor com os familiares. Ela simplesmente se afasta e se afunda cada vez mais, não saindo mais do quarto dela, ficando isolada. O problema maior é que Merit tem 17 anos e acredita que tudo o que ela passa são problemas de adolescentes.

Mas, quando a gente passa da metade do livro, as coisas passam a mudar. Aquela aura escura do começo passou a clarear um pouquinho. Porém, as soluções aos problemas passaram a ser muito fáceis. Enfim, se você espera um romance em As Mil Partes do Meu Coração pode esquecer, porque não há romance nenhum nessa história. Aliás, há um romance, mas ele fica totalmente em segundo plano nessa história.

Em boa parte de As Mil Partes do Meu Coração, a gente tem a Merit justificando porque ela está daquele jeito, porque ela está se sentido excluída, sempre colocando a culpa nos outros pelos problemas, pelos sentimentos que ela vem tendo.

Como eu já falei, o início foi um pouco arrastado. A partir da segunda parte a história flui um pouco melhor, mas mesmo assim, eu não via a hora de terminar a leitura porque eu já estava cansada de ouvir lamentações durante todo o enredo.

Caso você queira ler este livro, mesmo depois de tudo o que eu falei, eu aconselho que você esteja em um bom estado psicológico, porque não é um livro fácil. Nesta obra, a mensagem que eu acredito que a autora quis deixar é que a gente tem que conhecer as pessoas que estão ao nosso redor e não fechar os olhos para elas. Por exemplo, se a gente conhece alguém e percebe que alguma coisa mudou é sinal de que alguma coisa está acontecendo e que a gente não pode fechar os olhos para elas, temos que tentar-las ajudar de alguma foram.

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